Mayara Amorim é Jornalista e natural do Rio Grande do Norte (Brasil). Chegou em Dublin em 2012 e desde então busca ajudar outros que assim como ela desejam realizar o sonho de viver em outro país e aprender um novo idioma. O caminho surgiu naturalmente. Primeiro o blog contanto as aventuras vividas, depois vídeos e agora (em 1014) trabalhando com apoio aos intercambistas. Se você sonha em vir a para a Ilha de Esmeralda ou já mora aqui, o nosso desejo é de que: sejam todos bem-vindos à Irlanda!
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Ponte de cordas nas ilhas Carrickarade (Irlanda do Norte)
Te convido a acompanhar neste vídeo o nosso passeio para conhecer a Ponte de cordas nas ilhas Carrickarade, condado de Antrim, na Irlanda do Norte. A ponte de cordas foi construída pelos pescadores de salmão que a usavam entre os meses de maio e setembro e tornou-se um popular ponto turístico dessa região. Ela fica em uma área afastada de Belfast e por isso o ideal é ir acompanhado por guias ou em grupos de excursão. Mas a visão vale a pena, vamos lá conhecer!
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Entre o fim e o recomeço
Dizer adeus nunca foi fácil.
Ainda mais depois de se viver muito. Depois de se construir laços, amores,
amizades que sabemos que serão duradouras e, especialmente, é complicado dizer
adeus depois de crescermos tanto em tão pouco tempo. Acho que esse crescimento
é o que nos faz sentir tão “enraizados” em terras que há pouco tempo nem
faríamos tanta questão de perdurar... Para quem achava que a saudade do início
da viagem que batia tão dolorosa no peito era a pior coisa: saiba que a dor da
partida pode superar todos os outros sentimentos! Até porque a nossa família
nunca nos deixará por mais longe que esteja. É algo que contaremos sempre. Estejamos
onde estivermos.
O que nos perturba são muitas
coisas: Insegurança sobre nosso futuro (já que por mais avançado que esteja o
inglês, um ano é pouco para quem deseja a fluência), medo de começar um futuro tão
diferente do nosso costume que nos deixa totalmente sem plano e rumo e
desespero de perder as possíveis oportunidades que o “primeiro mundo” pode
oferecer. Mas como diz o ditado popular: Na vida nos acostumamos com tudo. E
isso também vale para as despedidas.
Primeiro estou me despedindo de
amigos que marcaram minha vida e viagens. Pessoas que por mais distante que sei
que vão viver, sempre terão um espaço em minha casa (seja ela onde for) e
contatos virtuais para trocarmos informações e novidades. Pessoas como meus amigos Fernanda (ao meu lado na foto), Carlos e Paty (os dois últimos do lado direito) de quem já comecei a me despedir há um mês e que ainda terei
outras reuniões de confraternização e despedida (tudo é desculpa para festa). Na
casa onde moro também já iniciamos um novo ciclo, com chegadas e saídas. Alguns
amigos também já partiram. Outro decidiram que vão ficar mais um pouco, como
minha amiga-irmã Karina. A esses desejo só coisas boas e muita sorte!
Mas existe gente de quem não
temos como nos despedir. Como deixar um amor? Eu ainda não sei. Quando
descobrir conto a vocês. Estou procurando como resolver isso, mas não estou
encontrando saída. Preciso ir ao Brasil para o casamento da minha irmã e a
formatura do meu irmão (em Medicina). Mas se eu for não terei grana para voltar
e fazer tudo outra vez (até porque são muitos gastos: visto, escola, aluguel,
depósitos, etc). Se eu for terei que deixar aqui a pessoa que passei a minha
vida toda procurando. Se eu não for temo perder um momento muito importante da
vida das pessoas que mais amo e por algo “incerto”.
A vida aqui não é fácil. O
trabalho pesado é pesado mesmo. Você precisa render as horas trabalhadas e
pagas. Estudamos tanto para ter uma vida um pouco mais confortável e aí ter que
enfrentar essa vida dura não é algo que esteja em nossos planos de futuro. Ao mesmo
tempo temos muito mais conforto e qualidade de vida por conta da segurança, do
clima, das viagens e tudo mais que a vida na Europa pode nos proporcionar. Como
todas as outras vezes que postei aqui, acho que só quem vive isso sabe mesmo o
que é o momento. Talvez nem quem viva o momento saiba (acho que ainda nem sei o
que estou vivendo). Mas seja qual for o fim sei que será bom, porque se ainda
não deu certo é porque ainda não chegou ao fim.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Socorro: fui furtada (roubada) fora do Brasil. E agora?!?!?!
Eu fui furtada há algumas semanas (infelizmente). Tinha acabado de fazer uma viagem para a Irlanda do Norte (outro país) e guardei meu passaporte e visto na bolsa. Ao voltar fui a um pub com amigos (o lugar mais parecia um restaurante. Era vago e estávamos sentados à mesa no terceiro andar do prédio. Isso por volta das 20h). O ladrão aproveitou o momento que tirávamos uma foto para pegar a minha bolsa que estava entre a parede e eu.
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| Na foto vocês podem conferir o homem atrás de mim abaixado. |
Na luta pelos meus documentos perdido encontrei alguns links bem interessantes. O mais completo que achei foi o Manual do viajante onde você encontra tudo organizadamente. Muito bom mesmo. Vale a pena clicar e conferir.
Também encontrei o link irlandês lost.ie onde é possível deixar seu anúncio e também procurar informação de bolsas, carteiras e documentos encontrados.
A embaixada brasileira em Dublin também anuncia nomes dos documentos entregues lá (a pessoa tem até 90 dias para pegar pessoalmente seu documento. Depois, os documentos são enviados ao Brasil).
Além desses lugares, aqui na Irlanda, você pode procurar o POST OFFICER da Oconnel Street e a Garda (polícia local) e pedir informação sobre documento encontrados.
Os brasileiros também contam com a informação boca a boca que é rapidamente vista na comunidade do facebook: Classificados em Dublin.
A má notícia é: se não acharem sua GNIB, mesmo com o registro do furto, você deverá pagar mais 300 euros para retirar outro cartão de visto. Caso não queira, terá complicações para viagens internacionais e não conseguirá fazer nenhuma atualização do seu cadastro na imigração.
A garda na Irlanda realmente trabalha. Após 3 dias do furto que sofri fui encaminhada para um investigador que conseguiu identificar o ladrão. Mas, infelizmente, ele ainda não foi preso. Espero que esse meu final seja mais feliz. E claro que venho aqui contar a vocês!!!
:)
terça-feira, 21 de maio de 2013
Irlanda: meu caso de amor
| Foto: No jardim do Malahide Castel |
Sabe quando você é
criança e sua mãe, tias e conhecidos mais velhos dizem “estude menino (a) ou
você vai se arrepender depois”, ou quando você acaba o seu primeiro namorinho e
sempre tem aquele que fala “vai passar. Um dia você vai rir desse momento”... Com
o intercâmbio a sensação é parecida: só vivendo para entender. Por mais que se
tente explicar o que é viver fora de seu país, se arriscar sozinha a desbravar
o mundo, só quem vive essa experiência pode de verdade saber o real sentido
desse momento. Sem contar que cada coração sente de maneiras e intensidades
diferentes os momentos vividos.
Mas acredito que
todos os intercambistas pensam igual em um ponto: vale muito a pena essa
experiência. Em meu coração sinto como se esse momento que estou vivendo em
Dublin fosse um divisor de águas em minha vida. Como se depois daqui fosse
realmente possível começar uma vida: carreira, amores, família, etc. Costumo
dizer que o aprendizado é tanto que o inglês é secundário diante de tantos
ensinamentos. E se você também planeja vir para cá, vou tentar descrever um
pouco do que acredito ser a Irlanda após seis meses de “relacionamento”.
| Foto: Pub dentro da maior universidade do país - Trinity |
| Foto: Pode-se achar de tudo um pouco em brechó |
| Foto: Na Irlanda todo dia é carnaval |
Meu plano no momento é desbravar toda a
Irlanda. A parte Norte já conheço melhor que muito irlandês (Incluindo a
Irlanda do Norte) e também boa porcentagem de pontos turísticos da capital
irlandesa. Agora meu destino é a parte central e sul do país. Quero conhecer
cada ponto desse lugar literalmente mágico. Quero descobrir novidades sobre
lendas e tradição também. Estou apaixonada pela Irlanda e acredito que o amor é
correspondido e a recíproca é verdadeira. Ainda não sei quanto tempo ficarei
por aqui. Mas uma coisa é certa: depois de conhecer a Irlanda, ela irá com você
para onde quer que você vá.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Aprenda a ser só e nunca mais se sentirá sozinha
Esses dias me surpreendi
falando para duas amigas uma frase que me veio a cabeça no momento que
consolava elas: “aprenda a ser só e nunca mais se sentirá sozinha”. Realmente
acredito nisso. O problema é como aprender a ser só? Acho que essa vivência
fora do país nos ensina muito isso. Na verdade o que menos aprendemos fora é
outro idioma. Aprendemos bem mais a ser tolerantes, a calar, a respeitar, a
conviver com as diferenças e acho que por mais dolorido que seja, no fim, isso
é bom!
A cultura diferente, a
pressão financeira (para quem tem pouca grana) e a própria solidão são
probleminhas que em nosso coração são multiplicados por 10. A soma resulta numa
confusão de sentimentos que só falta matar o pobre do nosso coração. A boa
notícia é que os amigos, amores e felicidades também são multiplicados. Imagina
como seria sua reação ao saber que vai trabalhar todo fim de semana lavando
pratos... Aqui a sua reação é de alegria total, chegando a chorar e abraçar os
amigos de tanta emoção... Muito doido isso, né?
Quando cheguei em terras estrangeiras
me prometi não me acostumar e vivenciar uma verdadeira “lua de mel” com meu
novo lar para sempre. No início pensei que “tiraria isso de letra”. Mas na
realidade não é algo tão simples. Mas acho que estou tentando. Quando me vejo
triste ou desanimada olho ao meu redor e vejo o quanto estou sendo privilegiada
em poder acompanhar coisas tão lindas e diferentes tão de perto. Quando paro
para observar isso fico tão certa do caminho que escolhi que até penso em ficar
aqui para sempre.
Verdade seja dita, acho que
por mais habituados que possamos nos sentir, um ser criado em outro país nunca
se sentirá verdadeiramente parte de outro. Posso estar errada. Minha sensação
pode ser prematura. Mas pelo que andei conversando com os amigos que moram há
7, 8, 10, 20 anos fora do Brasil: “o que se sente é que nem sou mais daqui e
nem mais de lá, sou um ser sem chão e, às vezes, isso é confuso”.
Mas algo é certo: não
importa onde estamos, precisamos é ser feliz! Então se você é intercâmbista ou
gostaria de ser, aprenda a dar valor a cada amanhecer, a cada novo prédio ou
rua visto. Saia de casa todos os dias. Durma menos. Viva mais. Esse momento é
sempre único. Não desperdice sua vida e saúde com algo que não o faça alguém
melhor ou mais feliz. Boa viagem. Nos acompanhe também no blog: http://viverserfelizeviajar.blogspot.ie/
sábado, 4 de maio de 2013
Ideias que podem ser reaproveitadas
![]() |
| Viver ser feliz e viajar todo domingo no Jornal Gazeta do Oeste: http://www.gazetadooeste.com.br/edicao.php?data=2013-04-28 página virtual 17. |
Ao chegarmos ao continente
europeu percebemos rápido que a idade faz sim a diferença. Aqui na Europa, ao
contrário do que muitos pensam, também há problemas de logística da
administração pública, corrupção, pessoas não bem intencionadas, etc. Mas
realmente, se comparado ao padrão brasileiro, se tornam bem pequenas. Quase
inexistente. Mas o que podemos perceber é que os muitos anos já vividos
construíram uma realidade de base muito mais sólida do que a que estamos
acostumados na América do Norte. Percebemos aqui que desde a arquitetura,
costumes, moda, tudo é fruto de anos de experiências vividas.
Se comparado aos 500 anos do
Brasil, podemos chamar nossa pátria de adolescente diante da Europa. Por um
lado isso é bom. Estamos crescendo, construindo um futuro que poderá ser muito
bom. Somos cheios de vida e esperança no futuro. Por outro, não é tão
agradável, pois ainda somos imaturos para conquistarmos o que realmente
desejamos. Ao conversar com amigas brasileiras que também estão em intercâmbio
aqui na Irlanda, falávamos sobre o futuro do Brasil. Algumas diziam acreditar
em um futuro melhor. Já outras, mais pessimistas em relação ao futuro do nosso
país. Mas concordamos todas em um ponto: as reais melhorias serão colhidas por
gerações futuras.
Sem dúvidas, esse momento de
globalização também está modificando o Brasil e os Brasileiros. Aqueles que
estão viajando para outros países estão levando e trazendo cultura. Cada uma
dessas pessoas, as redes sociais conectadas pelo mundo todo, tudo modifica
nossa forma de comportamento e pensamento. Uma boa prova disso é a discussão do
casamento gay (até poucos anos impensável). Esse é um assunto em alta no mundo
todo.
O que me anima é que ainda temos
muitos brasileiros bem intencionados. Brasileiros que acreditam na educação.
Pessoas que investem uma vida toda para se qualificar. Esses trarão de diversos
lugares do mundo coisas boas para inspirar outros mais. E sempre há muito o que
conhecer (especialmente sobre nós, sobre nossa cultura e país). A cada lugar
novo que conheço, cada música ouvida, jornal, revista ou livro lido, tudo vira
vontade de construir algo parecido ou melhor em meu país.
E acho que assim é o coração de
todo brasileiro. Por mais que possamos saber o quanto é complicado modificar o
mundo (mesmo que só a nossa parte). Dentro de nossos corações sempre viverá
aquela vontade doida de ter um lugar melhor para viver. Pois na vida nada mais
importa do que ser feliz. E ninguém é feliz só. Vamos fazer a nossa parte já
que o futuro é de todos.
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